quarta-feira, 24 de abril de 2024

ARQUITETURAS BRASILEIRAS - Um panorama da PREMIÇÃO IAB 2023




 A evolução da cultura arquitetônica de uma sociedade depende não apenas da produção de projetos e obras, mas também da existência de uma consciência crítica que os avalie e os situe tanto no contexto local quanto no universal. Esse processo estimula um debate essencial para o desenvolvimento e aperfeiçoamento contínuo da área.

"A premiação organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil -IAB- oferece a oportunidade de conhecer, analisar e comparar ideias, paradigmas, preocupações e visões do exercício da profissão de colegas com compromisso e interesse em submeter suas produções à avaliação crítica".  Artigo Roberto Ghione.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Premio Jovem Arquiteto 2022




    
PREMIAÇÃO PARA ARQUITETOS E URBANISTAS
com até 10 anos de graduação e obra realizada em Mato Grosso do Sul
08/junho     a     31/agosto/2022

EQUIPE TÉCNICA

Coordenação

Carlos Lucas Mali

Carlos Lucas Mali

Arquiteto e Urbanista

Equipe de Apoio

Beatriz Meneghini

Beatriz Meneghini

Arquiteta e Urbanista

Equipe de Apoio

Adriana Tannus

Adriana Tannus

Arquiteta e Urbanista

Secretaria de Apoio

Gill Abner Finotti

Gill Abner Finotti

Arquiteto e Urbanista



https://premiacaoiabmsjovemarquiteto.rhc3.net/APRESENTAÇÃO

O IAB MS tem promovido desde a sua criação em 1975, diversas atividades que visam a valorização da arquitetura e urbanismo em nosso Estado, tais como seminários, concursos públicos de projetos, viagens culturais, participações em congressos nacionais e internacionais, entre tantas outras atividades. Embora tenhamos realizado inúmeros eventos em nosso Estado, nunca foi realizado em Mato Grosso do Sul um que premiasse os profissionais pelo desempenho em projetos e obras realizados, a exemplo de outros Estados.

A gama de novos profissionais que vem produzindo uma arquitetura de qualidade, com ética e obediência às normas técnicas, deve ser valorizada e incentivada a continuar a fazer essa boa prática, não somente por estética e modismo, mas com planejamento, técnicas inovadoras com sustentabilidade e que visem principalmente o bem estar da sociedade e por isso, decidimos então criar a 1° Premiação IAB MS Jovem Arquiteto, com o intuito de incentivar o profissional graduado há pouco tempo, que muitas vezes não tem oportunidade de mostrar o seu trabalho, principalmente os que residem no interior do Estado.

A escolha por premiar o “Jovem Arquiteto”, que determinamos como sendo o profissional graduado até no máximo 10 (dez) anos, surge exatamente por esse motivo, que é o de incentivar e valorizar a boa prática da arquitetura e do urbanismo em nosso Estado e divulgá-la em todos os meios de comunicação possíveis. O “Prêmio Jovem Arquiteto” não é necessariamente para um arquiteto jovem, pois poderão participar profissionais das mais diversas idades, desde que se enquadrem nesse tempo máximo de graduação.

A premiação se dará por inscrições realizadas por profissionais Arquitetos e Urbanistas, mediante regras determinadas e sempre será por projetos de obras concluídas e construídas dentro do Estado de Mato Grosso do Sul, independentemente da origem do profissional. Ao final, teremos uma mostra da Arquitetura e do Urbanismo produzidos em nosso Estado para que possamos divulgar essa produção em todos os canais de comunicação possíveis, tanto nacionais como internacionais.

Arquiteto e Urbanista CARLOS LUCAS MALI
Coordenador
1ª Premiação IAB MS Jovem Arquiteto

domingo, 31 de março de 2024

GT DO CICLO DE DIÁLOGOS SOBRE PATRIMÔNIO CULTURAL E AÇÕES CLIMÁTICAS

"Representantes do IAB-MS participam do GT do Ciclo de Diálogos sobre Patrimônio Cultural e Ações Climáticas, promovido pelo IPHAN, através do Departamento de Articulação, Fomento e Educação e o ICOMOS, Conselho Internacional de Monumentos e Sítios.

p class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-indent: 2.0cm;">O evento intitulado “Diálogos sobre Patrimônio Cultural e Mudanças Climáticas" Etapa Pantanal, está previsto para acontecer durante o ano de 2024, através de seis reuniões presenciais, cada uma com três dias de duração, contemplando macros bioma do país, onde serão realizadas palestras e oficinas sobre temas específicos que irão compor o plano final:

 

·       indicadores de impacto;

·       riscos climáticos;

·       gestão de riscos;

·       plano de ação;

·       sustentabilidade;

·       normatização.

 

 Entre os eventos presenciais serão realizadas consultas públicas e grupos de trabalhos com o objeto de aprofundamento dos temas.  

O primeiro encontro abordou temas como o cenário de Patrimônio Cultural Da Região do Pantanal e os Principais Efeitos Das Mudanças Climáticas. Contou com a participação de representantes de povos, grupos e comunidades tradicionais da região do Pantanal.

 

 Mais informações :

https://www.gov.br/iphan/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/ciclo-de-dialogos-patrimonio-cultural-e-acoes-climaticas

 

terça-feira, 26 de março de 2024

OBJETIVOS ODS


 

Quais são os ODS? 

 ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um conjunto de 17 metas globais, sendo:

ods1

Erradicação da Pobreza: erradicar a pobreza em todas as suas formas. Isso significa garantir que ninguém passe fome, todos tenham acesso a uma educação de qualidade e ninguém seja abandonado.

ods2

Fome Zero e Agricultura Sustentável: garantir a segurança alimentar, acabando com a fome e promovendo sistemas alimentares sustentáveis.

ods3

Saúde e Bem-Estar: busca garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as idades. Isso inclui acesso universal aos serviços de saúde.

ods4

Educação de Qualidade: defende a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizado ao longo da vida.

ods5

Igualdade de Gênero: visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

ods6

Água Potável e Saneamento: busca garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos.

ods7

Energia Limpa e Acessível: visa assegurar o acesso a fontes de energia acessíveis, confiáveis, sustentáveis e modernas para todos.

ods8

Trabalho Decente e Crescimento Econômico: promove o crescimento econômico sustentável, o emprego pleno e produtivo, e o trabalho decente para todos.

ods9

Indústria, Inovação e Infraestrutura: incentiva a construção de infraestruturas resilientes, a promoção da industrialização inclusiva e sustentável, e a fomentação da inovação.

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Redução das Desigualdades: busca reduzir a desigualdade dentro e entre países.

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Cidades e Comunidades Sustentáveis: visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

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Consumo e Produção Responsáveis: promove o consumo e a produção responsáveis, incluindo o uso eficiente de recursos naturais.

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Ação Contra a Mudança Global do Clima: trata da ação climática, incluindo medidas para combater as mudanças climáticas e seus impactos.

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Vida na Água: visa conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

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Vida Terrestre: busca proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres.

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Paz, Justiça e Instituições Eficazes: defende a promoção de sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, garantindo o acesso à justiça para todos.

ods17

Parcerias e Meios de Implementação: é sobre o fortalecimento dos meios de implementação e revitalização da parceria global para o desenvolvimento sustentável.


sábado, 23 de março de 2024

ARQUITETAS MULHERES QUE CONTRIBUIRAM COM SEUS TRABALHOS E PRODUÇÕES

 


  Mirthes dos Santos Pinto 

No constante vai e vem de quem passa pela cidade de São Paulo, é possível que você já tenha percebido o típico grafismo que se repete em diversas calçadas. A clássica padronagem por trás dos módulos que conformam graficamente o mapa do estado de São Paulo foi criado em 1966 pela arquiteta e artista Mirthes dos Santos Pinto. Tudo começou quando o antigo prefeito, João Vicente Faria Lima, lançou na década de 1960 um concurso para o desenho do novo calçamento da cidade. Mirthes, que na época trabalhava como desenhista da Secretaria de Obras da Prefeitura de São Paulo, criou um mapa estilizado do Estado de São Paulo, a partir de módulos quadrados em peças geométricas brancas e pretas, que se alternavam, ora em cor sólida, ora pintada com a variação pela diagonal da peça, criando um padrão.

Referências Bibliográficas:
FOLHA. Criadora do 'piso paulista' diz que nunca recebeu 1 centavo pelo desenho. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=BLGKXZUrfnQ>. Acesso em: 14 set 2018.



Carmen Velasco Portinho 

(Corumbá, 26 de janeiro de 1903 — Rio de Janeiro, 25 de julho de 2001) foi uma engenheira, urbanista e feminista brasileira. Em 1919, lutou junto de Bertha Lutz e outras mulheres pelo direito ao voto. Foi vice-presidente da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e uma das cofundadoras. Terceira mulher a se graduar em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade do Brasil, foi a primeira mulher a ganhar o título de urbanista

Nascida em Corumbá, em 1903, primogênita de nove irmãos, era filha de Francisco Sertório Portinho, gaúcho, e de Maria Velasco, boliviana. Mudou-se ainda bastante jovem, em 1911, para o Rio de Janeiro, capital federal na época, onde logo envolveu-se aos movimentos feministas, junto de Bertha Lutz, pelo direito das mulheres ao voto. Nas campanhas das décadas de 1920 e 1930 por mais cidadania para as mulheres, lutou incansavelmente pela igualdade entre homens e mulheres. Era ativista pela educação de mulheres e pela valorização do trabalho feminino fora da esfera doméstica. Graduou-se em 1925 na Escola Politécnica da antiga Universidade do Brasil, hoje a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Em 1926, assim que se formou, foi nomeada engenheira-auxiliar pelo então prefeito do Distrito Federal Alaor Prata e assim Carmem ingressou no quadro de engenheiros da Diretoria de Obras e Viação da Prefeitura da Capital Federal. Foi professora do Colégio Pedro II, o que foi um escândalo para a época, já que este era um internato masculino. O ministro da justiça tentou interferir em sua nomeação para o colégio, mas Carmem permaneceu lecionando por mais três anos antes de se demitir da cátedra. Devido ao machismo dentro da Diretoria de Viação e Obras da prefeitura da parte de colegas que questionavam sua competência e conhecimento, Carmem foi desafiada diversas vezes no trabalho. Sua primeira tarefa na diretoria foi a de vistoriar um para-raios instalado no alto do antigo edifício da prefeitura, o que seus colegas acreditavam que ela não superaria. Carmem, no entanto, cumpriu a tarefa porque tinha treinamento em alpinismo, tendo escalado todos os morros da cidade do Rio de Janeiro quando ainda era estudante.

Carmem enfrentou outras dificuldades na carreira por ser mulher. As promoções dentro do departamento eram indicadas e não eram por merecimento. Na época, o presidente Washington Luiz fazia uma audiência pública para ouvir queixas e pedidos de funcionários e cidadãos e Carmem decidiu ir diretamente a ele para se apresentar. Carmem conseguiu sua promoção e ainda naquela década concluiu o primeiro curso de urbanismo do país. Conseguiu uma bolsa do Conselho Britânico para estagiar em comissões de reconstrução e remodelação das cidades inglesas destruídas pela guerra para complementar seus estudos em urbanismo. Sua experiência no exterior a fez sugerir ao então prefeito do Rio de Janeiro a criação de um Departamento de Habitação Popular para sanar a falta de moradas populares, conceito introduzido por Carmen.

Na década de 1950, Carmen, então diretora do Departamento de Habitação Popular, propôs a construção do conjunto residencial ‘Pedregulho’, no bairro de São Cristóvão, cujo projeto arquitetônico ficou sob a responsabilidade de seu marido, Afonso Eduardo Reidy. A idealização e construção dos conjuntos habitacionais deu-lhe projeção nacional e internacional, tornando-a uma engenheira de renome. No entanto, com a ascensão do jornalista Carlos Lacerda ao governo da Guanabara em 1962, Carmen pediu sua aposentadoria devido a divergências políticas irreconciliáveis com Lacerda.

Mesmo fora da esfera pública, Carmen continuou trabalhando, porém pela iniciativa privada. Assumiu a construção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e em 1963 tornou-se diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), a convite do governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima. A ESDI, experiência pioneira no país e primeira escola de desenho industrial da América Latina, havia sido criada em 1962 pelo então governador Carlos Lacerda. Mesmo no exterior, existiam poucas escolas de renome. Carmen dirigiu a ESDI por 20 anos.

Em 1987, Carmen foi homenageada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) por sua luta pelos direitos das mulheres. Ela e outras mulheres entregaram ao então presidente da Câmara dos Deputados, Ulisses Guimarães, a Carta das Mulheres aos Constituintes, que fazia várias reivindicações para as mulheres para a nova Constituição.

Referência:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carmen_Portinho





Lina Bo Bardi (1914-1992) 

Nascida na Itália, Lina se mudou para o Brasil em 1946 e é considerada uma das arquitetas mais importantes da história do país. Dentre seus projetos notáveis está o Museu de Arte de São Paulo (MASP), um dos ícones da arquitetura moderna brasileira, que é suspenso por pilares de concreto, dando a impressão de flutuar no ar. Localizado no coração de São Paulo, na Avenida Paulista, hoje, o MASP é um museu privado sem fins lucrativos e foi o primeiro museu moderno no país. Além de seu trabalho em arquitetura, Bardi também atuou em outras áreas do design, incluindo móveis e cenografia. Ao longo dos anos, Lina conquistou seu lugar e se tornou uma das principais mulheres na arquitetura, deixando não apenas seus projetos geniais, mas também um legado que continua a influenciar a arquitetura brasileira e internacional.

https://www.mobly.com.br/blog/inspiracoes/mulheres-na-arquitetura/

2. Marion Mahony Griffin (14 de fevereiro de 1871 – 10 de agosto de 1961) 

Primeira funcionária de Frank Lloyd Wright, Marion Mahony Griffin foi uma das primeiras arquitetas licenciadas do mundo. Ela estudou arquitetura no MIT e se graduou em 1894. Um ano depois, Mahony Grif... 

Durante seu tempo com o arquiteto, Mahony Griffin projetou vidros com chumbo, móveis, luminárias, murais e mosaicos para muitas de suas casas. Ela era conhecida por sua inteligência, risada alta e rec... 

Quando Wright se mudou para a Europa em 1909, ele se ofereceu para deixar suas encomendas de estúdio para Mahony Griffin. Ela recusou, mas mais tarde foi contratada pelo sucessor do arquiteto e recebe... 

Leia mais em: https://casa.abril.com.br/arquitetura/8-mulheres-arquitetas-historia

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